O Primeiro Censo da Vida Marinha (CVM), foi divulgado em Londres após dez anos de pesquisas, e foi realizada por 2700 cientistas em todo mundo, e revelou uma maior diversidade e conexão dos oceanos do que se esperava.

Um exemplar de "caranguejo yeti", em uma foto tirada em 2006. Foto: HO | REUTERS
O censo é um dos projetos científicos internacionais mais importantes realizados até hoje, na qual os cientistas levaram mais de 9 mil dias em 540 expedições oceânicas, além de inúmeros dias trabalhando em laboratórios e arquivos marinhos.

Um "Ceratonotus steiningeri", novo crustácio descoberto em Angola a 5.400 metros de profundidade. Foto: JAN MICHELS | AP
O trabalho mostra a grande diversidade e abundância de todos os tipos de vida marinha, desde os micróbios passando pelas baleias, desde os polos passando aos trópicos e desde as costas passando pelo fundo dos abismos oceânicos.

Lombriga encontrada em um cadáver de baleia em Sagami Bay (Japão), a 925 metros de profundidade. Foto: HO | REUTERS
A diversidade foi demonstrada por quase 30 milhões de observações realizadas de 120.000 espécies, organizadas pelo Sistema de Informação Biogeográfico do Oceano (OBIS).
A ligação entre os oceanos é refletida pelo acompanhamento global das migrações e pela constatação da omnipresença de muitas espécies nas águas ao redor do mundo.
Exemplar de "Alviniconcha sp.", caracol marinho descoberto no Japão. Foto: HO | REUTERS
No entanto, as comparações deste censo com antigos documentos, os que falavam da riqueza inesgotável dos mares, mostra que há “uma diminuição geral da riqueza marinha”, sendo uma exceção a recuperação de espécies.
Neste sentido, o censo também é um indicativo de que os oceanos “estão mais alterados do que se esperava”, como consequência da contaminação causada pela atividade humana.

